Review – Subsurface Circular (Switch)

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Jogo #6 da limpeza de backlog

O trem faz sua enésima parada diária na estação Lovelace. Dois Teks franzinos descem do terceiro vagão enquanto John One One entra de peito estufado, “olhando” para os dois lados, simultaneamente. Como todos os vagões dos trens que percorrem a Circular Subterrânea, este possui 12 assentos, perfilados três a três, todos de costas para as janelas que nada tem a exibir. Um capricho de design ou um reaproveitamento de vagões feitos para humanos.

John One One rapidamente escolhe o assento do meio de um dos conjuntos, o que lhe dá acesso direto aos três Teks sentados à frente e aos dois nos seus flancos. Antes de começar seu trabalho diário, One One reflete sobre a cidade acima: “Será que neva? Já é quase dezembro. Quanto tempo faz que estive na superfície? Quatro ou cinco meses, desde a última vez que me reportei pessoalmente à Gerência…”.

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O indivíduo corpulento às 10 horas é um Tek de manufatura. Alpha Seven é seu nome. One One estabelece o link de comunicação e começa:

– Boa noite.
– Hmm, um detetive. Não se vê um Tek detetive todos os dias por aqui.
– Se não se importar, gostaria de fazer algumas perguntas…
– Sem problemas. É sobre os Teks desaparecidos?
– … não. Preciso saber se você… se você testemunhou o protesto da HPC na última semana…
– Não, estava alocado na fábrica Norte naquele dia.
– OK, obrigado.
– Você não vai investigar o desaparecimento dos Teks? Um conhecido meu está desaparecido.
– Não existe registro de desaparecimento de Teks. Ademais, já tenho um caso alocado para mim.

O trem chega à próxima estação, Bletchley Park. Por precaução, John One One desfaz o link de comunicação. As portas se abrem. Um Tek amarelo, psicólogo, desce do vagão fazendo um barulho anormal. “Claramente precisa de revisão, deve ter gasto todos os seus créditos nesta pintura nova…”, julga One One.

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Alpha Seven permanece em seu assento. “Porque não há registro de Teks desaparecidos? Hmm… A gerência deveria ter avisado a todos os detetives. Será que humanos fizeram isso? O descontentamento com Teks pode ter aumentado na superfície. De qualquer forma, não posso simplesmente pegar um caso que não me foi atribuído…”. O link de comunicação é refeito.

– …
– Pois não?
– Me fale mais sobre seu amigo desaparecido…

Subsurface Circular

Lançamento: Agosto de 2017
Gênero: Aventura, Texto
Plataformas: Nintendo Switch, Windows, iOS

Me adiciona aí nos joguinhos:

Steam ID: luizcavalcanti
Switch Friend Code: 4378-5362-3706

Review – QuantZ (PC)

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Jogo #5 da limpeza de backlog

Passei pelo menos 3 semanas sem publicar reviews, nem andar com a limpeza de backlog. A culpa é, majoritariamente de eu ter voltado a jogar Splatoon 2, aquele vício desgraçado. Como também tenho tido visitas aqui em casa, ficou ruim de me isolar no escritório para jogar, o que terminou contribuindo. Pois bem, vamos ao review.

QuantZ é mais um jogo de bundle que não sabia nada sobre, antes de começar a jogar. Não sabia sequer como havia ido parar na minha lista de jogos do Steam. Foi o próximo da lista por se tratar de um puzzle, um gênero que tenho dado pouca atenção nos últimos tempos.

Desenvolvido e publicado em 2009 pela Gamerizon, alguns anos antes da empresa canadense ter franquias de relativo sucesso em jogos de celulares, QuantZ é um puzzle visualmente e sonoramente impactante, mas provavelmente simples demais.

A mecânica central do jogo é destruir bolinhas luminosas (os quantz) combinando-os quatro a quatro, na superfície de um cubo. A variação de jogabilidade é provida por 3 modos de jogo, cubos de superfícies complexas (com algumas protuberâncias) e efeitos especiais, como o disparo de bolas encurraladas, que possibilitam combinações adicionais.

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O jogo é dividido em 3 modos principais, cada um com algumas horas de conteúdo próprio: Action, Strategy e Puzzle.

Action é o modo em que as quantz caem automaticamente e o sucesso do jogador é medido de acordo com a quantidade de jogadas e o tempo gasto para limpar todas as bolinhas.

Strategy permite que o jogador aja de acordo com seu ritmo, mas o número de quantz para resolver o quebra-cabeças (eliminar todas as quantz do cubo, sempre) é limitado e muitas vezes bem apertado.

Por último, o mais interessante de todos é o modo Puzzle. Este é composto por uma série de cenários em que o jogador tem uma ou pouco mais quantz para limpar o cubo. Geralmente cada cenário tem apenas uma soluçõa possível. A pontuação é medida pelo tempo para resolver, o que não faz muito sentido, a meu ver.

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Os gráficos e a música são onde QuantZ realmente brilha (rá!). Embora as bolinhas e o cubo não seja nada demais, um cell-shading típico da época de seu lançamento, a interface com o usuário de QuantZ é uma coisa bela. É confusa, um pouco poluída, mas muito bonita e bem animada.

O jogo tem uma inspiração esotérica (?) em sua identidade visual, fontes estranhas, círculos concêntricos, coisas que parecem mapas astrológicos e muito bloom (aquele efeito de saturação de luz) e neon.

A música é um New Age com muito vocal erudito e uns efeitos psicodélicos que combinam muito com o visual. Eu sei, eu sei, eu deveria fazer um trabalho melhor em descrever o som do jogo, mas você vai ganhar mais indo no youtube e assistindo vídeos dos menus e fases.

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É isso. Se você gosta muito de puzzle e realmente não tem mais nada pra jogar, dá uma conferida em QuantZ. Ele é inexplicavelmente caro no Steam, pela idade e qualidade, mas vai que você tá afim de gastar dinheiro ou já tem ele na lista e nem sabia. Eu joguei umas 4 horas dele, muito mais pela música e visual que pelos quebra-cabeças.

Vou começar a deixar meus contatos de steam, nintendo network e afins no fim de cada post. Me adiciona aí:

Steam ID: luizcavalcanti
Switch Friend Code: 4378-5362-3706

QuantZ

Lançamento: Setembro de 2009
Gênero: Puzzle
Plataformas: Windows, macOS